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Arte Serrinha

Oca Tapera Terreiro II

Bené Fonteles e Lucina Carvalho – OcaTaperaTerreiro II

Vagas: 20 

11 a 16 de julho | Horário: Das 10h às 18h

 

Esta oficina propõe transformar/transmutar o espaço da Oca Xinguana da Fazenda Serrinha em uma OcaTaperaTerreiro para experimentar as possibilidades de vários sentidos dos diversos Brasis que nos habitam. Em meio à pandemia e à distopia que nos envolve, queremos vislumbrar um país, um não lugar da utopia onde se possa Ser mais do que Ter e construir um espaço para alumbrar o Sonho.

A Oca Xinguana foi construída como parte da proposta de residência artística de Bené Fonteles realizada no Festival Arte Serrinha de 2015 e remete à memória dos primeiros povos que habitaram o Brasil. Sua estrutura é feita de toras de eucalipto e palha de sapé retiradas da própria Fazenda e presas com cordas de sisal. Sua construção levou 40 dias e foi realizada por um mutirão que incluía indígenas do Alto Xingu com orientação de Wally Kamaiura Amarü. Desde então, este símbolo da ancestralidade brasileira é sede de encontros e rituais e nos convida à constante reflexão sobre as ameaças à vida dos povos indígenas que têm se acirrado nos dias de hoje.

 

No período da oficina, Bené e Lucina – que lançaram em 2019 o álbum em parceria “Canções para Pescar Almas” – farão um recital no Ateliê da Fazenda Serrinha.

 

Bené Fonteles 

Nasceu em Bragança, Pará, em 1953. É artista plástico, jornalista, editor, escritor, poeta e compositor. A militância ecológica é um traço marcante de sua produção, baseada em especial em materiais pouco trabalhados pelo homem, como pedras, troncos, cordas, tecidos rústicos e arames. O artista já participou de cinco edições da Bienal de São Paulo e suas obras integram acervos de museus de arte moderna de cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Nova York e Paris. Tem 16 livros publicados sobre cultura e arte do Brasil. Coordena, desde a década de 1980, o Movimento Artistas pela Natureza. 

 

Lucina Carvalho 

É compositora, cantora e instrumentista, tendo forte vínculo com a ecologia e com a questão de gênero quando essas bandeiras nem estavam hasteadas. Teve canções gravadas por Ney Matogrosso, Zélia Duncan, Nana Caymmi, Joyce Moreno e muitos outros. Artista pioneira no cenário musical independente brasileiro, tem oito álbuns lançados em sua carreira solo. Fez parte da dupla Luli e Lucina, que registrou sua obra em sete álbuns, além do documentário “Yorimatã”, vencedor da edição de 2015 do In-Edit Brasil – Festival Internacional do Documentário Musical. Seus últimos projetos presenciais foram o Sonora Brasil (Sesc), que rodou 42 cidades brasileiras, além do lançamento nacional do álbum “Canções para Pescar Almas”.

Foto: Thaís Gallart

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