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Arte Serrinha

O Segredo das Águas

Ana Maria Tavares  – O Segredo das Águas 

Vagas: 15

25 a 30 de julho 

 

Inspirada no projeto Secrets of the Waters, realizado na Holanda, em 2008, esta oficina
propõe o desenvolvimento de projetos individuais e coletivos voltados ao estudo das
nascentes da região da Fazenda Serrinha. A partir dos conhecimentos da radiestesia e
da geologia e do uso do texto, serão explorados a riqueza do solo da região, suas
nascentes e os eixos magnéticos, a fim de gerar propostas artísticas como formas
rituais de celebração dos eventos e forças não visíveis da natureza. A proposta visa
também questionar a tradição da escultura pública e as especificidades do lugar e do
tempo a partir de uma perspectiva não autoritária e horizontal de atuação na
paisagem. O uso do texto e da oralidade como elemento do trabalho favorecerá a
exploração de linguagens expandidas e combinadas, tais como as artes gráficas, a
criação de sonoridades específicas e a imagem em movimento. Para tal, serão
buscadas referências nos pertencimentos pessoais e nas tradições rituais, associadas
às questões urgentes da atualidade no que tange à relação do homem com a natureza.

 

Ana Maria Tavares

Nasceu em Belo Horizonte, MG, em 1958. Bacharel em Artes Plásticas pela FAAP,
(1978-1982), mestre pela School of the Art Institute of Chicago (1984-1986) e doutora
pela Universidade de São Paulo (1995-2000). Contemplada com as bolsas de pesquisa
Guggenheim Foundation (Nova York, 2001); Ida Ely Rubin Artist-in-Residence no MIT
(Massachusetts, 2007); e Lynette S. Autrey Visiting Scholars da Rice University
(Houston, 2014). Pesquisadora e docente em artes desde 1982, atuou na ECA-USP
entre 1993 e 2017, onde atualmente colabora no Programa de Pós-Graduação. Sua
primeira exposição em 1982 marcou o início de sua trajetória de exposições no Brasil e
no exterior, que incluem quatro edições da Bienal de São Paulo (1983, 1987, 1991 e
2000), a VII Bienal de Havana (2000), a Bienal de Pontevedra (2000), a Bienal de
Istambul (2001) e a Bienal de Cingapura (2006). Em 2016, sua individual “No Lugar
Mesmo: Uma Antologia de Ana Maria Tavares”, exibida na Pinacoteca de São Paulo,
ganhou o prêmio APCA Melhor Retrospectiva.

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